Já pra cama!

 

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Há alguns dias atrás, resgatei uma cachorrinha de rua muito magrinha e a trouxe para casa, sob os protestos de minha mãe, já  cansada de tantos em casa. Por isso, enquanto não encontro um novo lar para ela, sua caminha e comida permanecem na varanda, ao lado da casa (porém  coberta e aconchegante).

Estávamos dia desses todos na  casa da minha mãe, assistindo TV. Vovó queria se deitar cedo, mas pedimos que ela esperasse um pouco o horário dos remédios para depois se deitar.
A cada cinco minutos, como criança, perguntava:
– Já  posso ir?
– Espera mais um pouquinho. – pedíamos minha tia e eu.
– E agora posso ir?
– Já  já.
A cena se repetiu dezenas de vezes.

Olho para o lado e vejo Karminha, a cachorrinha resgarada, entrar toda serelepe escondida na sala. Antes que minha mãe pudesse perceber, levanto num pulo e berro:
– Mas você tá  pensando o que mocinha? Já pra sua cama, agora!!!
E vovó responde prontamente:
– Eu??? Tava aqui esperando, mas era isso que queria ouvir.

Caímos na gargalhada. Vovó  tomou os remédios e foi se deitar.

 

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